ColunistasCOLUNISTAS

Thales Kroth de Souza

Autor: Thales Kroth de Souza

Mercado Financeiro: A Corrida Pela Capitação de Investimentos

5/9/2022 - Mairinque - SP

Investidores do mundo buscam por rentabilidade em um movimento o qual alocam recursos em ações que fazem sentido não só para o momento, então, a curto prazo, todavia para prazos distintos para estarem preparados para qualquer viés através da diversificação ou mesmo na confiança que as empresas investidas apresentam.

Não é de hoje que a confiança pode ser medida em um índice, um exemplo é o Índice Sentix que mede a confiança do investidor da zona do euro. Atualmente, teve queda fortemente no início de setembro de -25,2 pontos de agosto para -31,8 pontos com 1.258 investidores. Em julho estava em -16,3 pontos.

Para o IGPTW B3, a confiança de investidores teve leve aumento entre agosto para setembro com +54,49 pontos ou 4,41% em 1.288,97 pontos. O que verifica-se com este dado é confiança a passos lentos ainda para as ações negociadas na B3.

Depois da confiança apontada, o segundo item observado é no Índice de Carbono Eficiente criado em 2010, reúne 67 ações de 64 empresas para 29 setores que representam 63,64% do valor do mercado negociado na bolsa brasileira, sendo que desde sua criação apresentou performance de 103,86% contra 60,91% do Ibovespa (em dezembro de 2021). Assim, se a confiança do investidor brasileiro aumentar ou for maximizada para investimentos através de uma percepção geral o segundo item é a confiança por um item de regulação como o de carbono. É muito interessante se as empresas que cumpre requisitos legais para o índice recebem também mais confiança para receber investimentos.

Essa corrida por capitação é frequente e serve para os negócios se expandirem com a medida que contratos são firmados, ora financiamentos por debêntures para financiamentos, ora gestão empresarial com melhores práticas com o mercado.

Cerca de 55% da população dos Estados Unidos ou 184.400.300 pessoas são investidores. Temos que levar em conta que se em 2018 haviam 814 mil investidores, em 2020 chegou-se a 3,2 milhões, em 2021 em 3,79 milhões e hoje está em 5,18 milhões. Há muito ainda para desenvolver e atingir.

A maior do mundo é a New York Stock Exchange (NYSE) com valor de mercado de US$25,85 trilhões e cerca de 3 mil empresas. Os números mostram a razão dos Estados Unidos ter uma preferência pelos investimentos, principalmente pelas avaliações de negócios, mercados e transformação de empresas. Não é à toa que a segunda da lista também é norte-americana e possui alta relevância na área de tecnologia, é a National Association of Securities Dealers Automated Quotations (NASDAQ) com valor de mercado em US$17,36 bilhões e cerca de 3,2 mil empresas.

A B3 possui cerca de 400 empresas listadas. Um mundo bem diferente do topo da lista divulgada. Apesar de ser uma diferença enorme, são nas condições que a NYSE, NASDAQ, SSE, EURONEXT, SZSE e JPX as quais encontram-se que pode-se estudar, investigar e discutir questões e açẽos para que a #21 maior bolsa do mundo tenha maior competitividade no mercado financeiro. Não é um trabalho do dia para a noite, mas é necessário debates, intenções e configurações para que o investidor entenda como funciona o mercado com superavitários e deficitários, interprete os números divulgados por meio de uma educação financeira com conteúdo de qualidade, performance, com atualizações das análises de perfil dos investidores para que saibam o caminho de todos os recursos.

 

Segue a lista das maiores bolsas de valores do mundo (agosto/2022):

1. NYSE - New York Stock Exchange (Estados Unidos) US$25,85 trilhões

2. NASDAQ - National Association of Securities Dealers Automated Quotations Stock Market (Estados Unidos) US$17,36 trilhões

3. SSE - Shangai Stock Exchange (China) US$7,37 trilhões

4. EURONEXT - European New Exchange Technology (Europa) US$6,41 trilhões

5. SZSE - Shenzhen Stock Exchange (China) US$5,74 trilhões

6. JPX - Japan Exchange Group (Japão) US$5,16 trilhões

7. SEHK - Stock Exchange of Hong Kong (Hong Kong) US$4,97 trilhões

8. BSE - Bombay Stock Exchange (Índia) US$3,96 trilhões

9. NSE - National Stock Exchange of India (Índia) US$3,40 trilhões

10. LSE - London Stock Exchange (Reino Unido) US$3,07 trilhões

11. Tadawul - Saudi Stock Exchange (Arábia Saudita) US$3,05 trilhões

12. TSX - Toronto Stock Exchange (Canadá) US$2,85 trilhões

13. SIX - SWX Swiss Exchange (Suíça) US$1,80 trilhão

14. Deutsche Börse - Deutsche Börse Group (Alemanha) US$1,75 trilhão

15. NASDAQ OMX - NASDAQ Nordic and Baltic Exchanges (Europa) US$1,74 trilhão

16. KRX - Korea Exchange (Coreia do Sul) US$1,67 trilhão

17. ASX - Austrália Securities Exchange (Austrália) US$1,60 trilhão

18. TWSE - Taiwan Stock Exchange Corporation (Taiwan) US$1,55 trilhão

19. JSE - Johannesburg Stock Exchange (África do Sul) US$1,36 trilhão

20. TSE - Tehran Stock Exchange (Irã) US$1,35 trilhão

21. B3 - Brasil, Bolsa, Balcão (Brasil) US$0,87 trilhão

Fonte: World Federation of Exchanges

 

Cada vez mais que jovens e crianças entendem como as finanças funcionam, mas o Brasil tende a ganhar com criatividade empreendedora e investidora. Outros impactos são políticos e de também comparação, como o Index of Economic Freedom ou Índice de Liberdade Econômica, entre o The Wall Street Journal e o Heritage Foundation, que mede o nível de liberdade econômica de 186 países através de 12 critérios ou categorias nos negócios.

Em 2022, o top 10 está em Singapura (84,4), Suíça (84,2), Irlanda (82,0), Nova Zelândia (80,6), Luxemburgo (80,6), Taiwan (80,1), Estônia (80,0), Holanda (79,5), Finlândia (78,3) e Dinamarca (78,0). O Brasil está na posição #133 com 53,3 pontos. O Brasil precisa fazer muitas reformas para melhorar sua performance em finanças, como os principais pontos a se chamar atenção: a integridade do governo e a saúde fiscal como mais alarmantes que precisam ser revistos urgentemente, e que precisam ser revistos com moderação: a liberdade financeira, direitos de propriedade, gastos do governo, liberdade de trabalho e efetividade judicial. Outros itens que podem ser melhorados são a liberdade comercial, de investimentos e nos negócios, enquanto, estão quase no ponto positivo a carga tributária.

Quando o Brasil projeta seu futuro para superávits financeiros positivos, parece que faz o dever de casa, todavia a política brasileira precisa fazer o dever de casa com a votação e deliberação de pautas importantes para passar mensagens de incentivo à sua população como as reformas tributárias, administrativas, políticas, de imposto de renda, ajustes em gastos administrativos, de investimentos e de atração aos negócios.

Com base em tantos números e base de dados, o leitor pode conferir pequenas intenções que itens em confiança, integridade política, eficiência judicial e liberdade de negócios podem transformar um país mais rico se ele produz mais. E deixa-se claro que o país nada produz, são cidadãos que, ao pagar impostos, contribuem para a mão pesada do estado. Essa corrida de investidores não cessa em uma eleição, em um projeto de lei ou discussão sobre um tema, sempre será preciso fazer, viabilidade, ousar discutir e dialogar com setores, empresários, empreendedores, pequenas empresas e a população em geral como transformar um país caracterizado por auxílios em um altamente desenvolvido.

Se para os estudos a comparação soa com os melhores, nessa corrida do mercado financeiro faz todo sentido competir também com os gigantes pela busca de investimentos, independente de valores, contudo sendo aplicados no Brasil. Torná-lo gigante pela própria natureza é saber desenvolver seus negócios com as matérias-primas, geração de oportunidades além das commodities que fabrica, porque se tem um país capaz de investir em si mesmo e ter fé é o povo brasileiro.

Envie para ksthales@gmail.com dúvidas, informações, sugestões e comentários.

Compartilhe no Whatsapp